Medidas de Combate


RESOLUÇÃO INSTITUCIONAL DO COMITÊ DE ENFRENTAMENTO À COVID-19 Nº 04/2021

 

Atualização das recomendações gerais do enfrentamento da pandemia.

 

 

CONSIDERANDO,

·         Minas Consciente – Protocolo Onda Amarela e Verde e RESOLUÇÃO N.º 53 DO COMITÊ EXTRAORDINÁRIO COVID-19 DE 16 DE JULHO DE 2021 do Município de Muriaé/MG;

·         Necessidade de adequação das rotinas institucional.

 

O Comitê Institucional de Enfrentamento a COVID-19, no uso de suas atribuições, resolve:

 

Art. 1º - Manter o uso de máscara cirúrgica, pelo menos, durante toda permanência na instituição.

 

Art. 2º - Manter a triagem de uso de máscara, sinais e sintomas (como tosse, dor de garganta ou coriza, seguido ou não de anosmia, ageusia, diarreia, dor abdominal, febre, calafrios, mialgia, fadiga e/ou cefaleia) e higiene das mãos nas portas de acesso aos Blocos I, IV e Casa de Apoio, e nas recepções do bloco II e III, quando houver paciente de atendimento ambulatorial com algum sinal ou sintoma ou exposição a COVID-19 nos últimos 14 dias o mesmo deve ter sua consulta remarcada e ser encaminhado para atendimento em sua UBS de referência ou centro de COVID-19, caso de urgência/emergência e internação encaminhamento pelo Pronto Atendimento .

 

Art. 3º - Continuar instituindo para pacientes com evolução de sinais e sintomas respiratórios (como tosse, dor de garganta ou coriza, seguido ou não de anosmia, ageusia, diarreia, dor abdominal, febre, calafrios, mialgia, fadiga e/ou cefaleia), a precaução de contato e gotículas, e caso paciente esteja em uso de O2, instituir precaução de contato e aerossol, e solicitar avaliação do médico assistente.

 

Art. 4º - Recomendar a otimização do plano de alta do paciente, mantendo a interação dos profissionais, pacientes cuidadores e familiares, frequentemente, pacientes permanecem internados mesmo estando clinicamente estáveis e em condições de alta, devido a fragilidades organizacionais e de processos, criar estratégia para minimizar essas fragilidades e favorecer a operacionalização da desospitalização;

 

Art. 5º - Manter nos rounds diários em todos os setores assistenciais a verificação dos pacientes e acompanhantes possivelmente com sinais e sintomas respiratórios (como tosse, dor de garganta ou coriza, seguido ou não de anosmia, ageusia, diarreia, dor abdominal, febre, calafrios, mialgia, fadiga e/ou cefaleia), caso tenha algum paciente, ainda que imunizados, devemos instituir precaução de contato e gotículas, e caso esteja em uso de O2, instituir precaução de contato e aerossol e solicitar avaliação do médico assistente, comunicar ao SCIH e o acompanhante orienta-lo a deixar a instituição e procurar PSF ou centro de COVID-19;

 

Art. 6º - Manter suspensas as visitas aos pacientes, considerando exceções as situações de final de vida, pacientes graves e internação prolongada, sem previsão de alta e em UTI ou quando o visitante é essencial para o cuidado do paciente;

 

Art. 7º - Permitir acompanhantes se os mesmos estiverem livres de sintomas respiratórios (como tosse, dor de garganta ou coriza, seguido ou não de anosmia, ageusia, diarreia, dor abdominal, febre, calafrios, mialgia, fadiga e/ou cefaleia) e apresentar teste swab nasal negativo de até 72 horas ou carteira de vacinação contra a COVID-19 constando a 2º dose da vacina com 14 dias ou mais, e no caso da vacina da Janssen, dose única, deve ter 14 dias ou mais da dose, mantendo obrigatoriamente as medidas de prevenção institucionais;

Parágrafo único: Em caso de pacientes lactente, criança e adolescente, os pais devem seguir as mesmas orientações acima.

 

Art. 8º - Manter todos os atendimentos dos pacientes em elucidação diagnóstica ou com diagnóstico de câncer para início de tratamento na instituição;

 

Art. 9º - Manter todos os procedimentos cirúrgicos.

Parágrafo primeiro: Para as cirurgias eletivas, checar situação de saúde do paciente e de familiares, com vistas à sintomas respiratórios (como tosse, dor de garganta ou coriza, seguido ou não de anosmia, ageusia, diarreia, dor abdominal, febre, calafrios, mialgia, fadiga e/ou cefaleia) 48 horas antes da cirurgia (triagem respiratória pre operatória nos pacientes eletivos solicitar o teste rápido de swab nasal de até 72h).

Parágrafo segundo: Manutenção do teste RT-PCR em toda equipe cirúrgica, e em caso de resultado positivo o profissional deve ser afastado e contar 10 dias a partir do resultado do teste, se estiver sem sintomas a pelo menos 3 dias, e em caso de resultado inconclusivo deve coletar novamente o teste.

Parágrafo terceiro: Procedimentos com maior risco de aerossolização como cirurgias de cavidade oral, faringe, laringe e tórax, cirurgias abdominais com acesso ao trato gastrointestinal, laparoscópicas, pneumoperitônio ou abertas, utilizar EPIS (uniforme privativo, mascara N-95, touca, protetor facial, capote e luva estéril).

Parágrafo quarto: Pacientes com procedimentos cirúrgicos eletivo, urgência e emergência, após definição do procedimento cirúrgico médico assistente ou plantonista deve solicitar o teste rápido de swab nasal, sendo positivo instituir precaução de contato e gotículas ou contato e aerossol (procedimentos que gerem aerossol), realizar o procedimento cirúrgico na sala 6.

Parágrafo quinto: Pacientes clínicos que evoluem para proposta cirúrgica, realizar o teste rápido de swab nasal na unidade antes de ser transferido.

Parágrafo sexto: Proibido alocar pacientes clínicos sem teste rápido de swab nasal com pacientes pré ou pós operatório.

 

Art. 10º - Manter todos os tratamentos de Quimioterapia.

 

Art. 11º - Manter todos os tratamentos de Radioterapia.

 

Art. 12º - Manter todos os atendimentos de seguimento oncológico ambulatorial.

 

Art. 13º - Manter todos os atendimentos multiprofissionais ambulatoriais e de internação.

 

Art. 14º - Manter todos exames por imagem e laboratoriais.

Parágrafo único: Em todos os procedimentos de endoscopia, broncoscopia, laringoscopia utilizar os EPIS (uniforme privativo, mascara N-95, touca, protetor facial, capote e luvas).

 

Art. 15º - Manter as recomendações para prevenção e controle da COVID-19 na Casa de Apoio (reforçando orientação de manutenção de máscara, distanciamento social e monitoramento diário dos sinais e sintomas de todas as pessoas).

Parágrafo único: Liberada utilização da sala de jogos e bazar, seguindo o distanciamento, higiene das mãos e uso de máscara.

 

Art. 16º - Manter na prática dos rounds diários em todos os setores a verificação dos colaboradores possivelmente com sinais e sintomas respiratórios (como tosse, dor de garganta ou coriza, seguido ou não de anosmia, ageusia, diarreia, dor abdominal, febre, calafrios, mialgia, fadiga e/ou cefaleia), e caso tenha algum colaborador, ainda que imunizado, deve ser orientado a procurar o PSF ou centro de COVID-19 para atendimento para avaliar sobre necessidade de afastamento.

 

Art. 17º - Manter a realização do acompanhamento da triagem dos colaboradores com as seguintes orientações:

Parágrafo primeiro: Profissionais de saúde que são contatos domiciliares de suspeita ou confirmado para COVID-19: Vacinados com a segunda dose OU dose única da vacina da Janssen contra a COVID-19, com 14 dias ou mais e estiverem assintomáticos não precisam ser afastados das atividades laborais, devendo ser orientados para caso inicie sintomas, considerar item do parágrafo terceiro;

Parágrafo segundo: Os profissionais de saúde com condições imunocomprometedoras subjacentes, por exemplo, transplante de órgãos e tratamento do câncer, mesmo que vacinados com a segunda dose OU dose única da vacina da Janssen contra a COVID-19, devem ser afastados das atividades laborais pelo período de 14 dias do início dos sintomas do contato ou conforme protocolos médicos vigentes.

Parágrafo terceiro: Profissionais de saúde mesmo que vacinados contra a COVID-19 que estiverem sintomáticos, dois sintomas ou mais (febre / calafrios, tosse, falta de ar ou dificuldade para respirar, fadiga, dores musculares ou corporais, dor de cabeça, perda de sabor ou cheiro, dor de garganta, congestão ou nariz escorrendo, náusea ou vômito, diarreia), devem ser afastados e passar por avaliação médica no PSF ou centro de COVID-19.

Parágrafo quarto: Para retorno ao trabalho o profissional de saúde deve ter cumprido pelo menos 10 dias de isolamento domiciliar (caso leve) contando a partir do 1º dia de sintomas, pelo menos 24 horas sem febre sem a utilização de medicamentos para redução da febre e sem os sintomas (por exemplo, tosse, falta de ar e coriza).

Parágrafo quinto: Todos colaboradores para retorno ao trabalho têm que passar pela avaliação da medicina do trabalho.

 

Art. 18º - Manter o acesso a EPIs (máscara, capote com gramatura mínima de 50 g/m2 para todo hospital), luvas, óculos, protetor facial, máscara N95, conforme sua exposição no trabalho;

 

Art. 19º - Instituir controle de sinais e sintomas respiratórios para realização dos treinamentos e aulas no CEC, conforme a classificação de "onda" definida pelo Estado, a seguir:

Parágrafo primeiro: Protocolo onda vermelha poderá ter somente 10% da capacidade, ou locais grandes que respeitam o distanciamento de 1,5 metros poderá até 50 pessoas, uso correto de máscaras cobrindo boca e nariz, higiene das mãos e etiqueta respiratória e limpeza a cada termino de treinamento, a duração poderá ser de até 05 horas.

Parágrafo segundo: Protocolo onda amarela manter a distância de 1,5 metros, ou até 300 pessoas, uso correto de máscaras cobrindo boca e nariz, higiene das mãos e etiqueta respiratória e limpeza a cada termino de treinamento, a duração poderá ser de até 06 horas.

Parágrafo terceiro: Protocolo onda verde manter a distância de 1,5 metros, sem limite de pessoas, uso correto de máscaras cobrindo boca e nariz, higiene das mãos e etiqueta respiratória e limpeza a cada termino de treinamento a duração poderá ser de até 12 horas.

Parágrafo quarto: Protocolo onda roxa não é recomendado treinamentos e aulas presenciais.

 

Art. 20º - Liberar a realização de reuniões respeitando a manutenção de uso de máscara em tempo integral e demais medidas de prevenção.

 

Art. 21º - Manter as atividades da Campanha de Prevenção seguindo as recomendações específicas.

 

Art. 22º - Liberar as ações de humanização, desde que os participantes não mantenham contato direto com pacientes e colaboradores, respeitem o uso de máscara, não devem estar com sintomas respiratórios, não promovam aglomeração e respeitem as medidas de prevenção e as placas de sinalização de cada quarto.

 

Art. 23º - Liberar as visitas religiosas para atendimento ao paciente, mediante solicitação, porém os voluntários religiosos devem passar por rigorosa capacitação.

 

Art. 24º - Liberar visitas de benchmarking, com limite de 10 pessoas (as mesmas não poderão estar com sintomas respiratórios), necessitando apresentar swab rápido nasal de até 72 horas ou cartão de vacinação com as duas doses OU com a vacina da Janssen contra a COVID-19 com a última dose há 14 dias.

 

Art. 25º - Liberar com restrições as atividades internas entre os colaboradores respeitando uso de máscara, sem aglomeração, mantendo as medidas de prevenção divulgadas.

 

Art. 26º - Manter as atividades cientificas e projetos de pesquisas presenciais, respeitando uso de máscara, higiene das mãos e não haver aglomeração.

 

Art. 27º - Liberar as atividades de estágios de todos os cursos a partir do 6º período, com limite de quatro estagiários por supervisor de campo, os estagiários devem estar completamente vacinados (duas doses ou dose única da Janssen) podendo iniciar o estágio após 14 dias da segunda dose da vacina, não podendo apresentar sinais e sintomas respiratórios (como tosse, dor de garganta ou coriza, seguido ou não de anosmia, ageusia, diarreia, dor abdominal, febre, calafrios, mialgia, fadiga e/ou cefaleia) e se manifestarem devem ser afastados imediatamente.

Parágrafo único: O internato no CC deverá seguir a recomendação de testagem RT-PCR da mesma forma que os colaboradores do CC.

 

Art. 28º - Manter os agendamentos de atendimento aos pacientes em dias e horários para evitar aglomeração e permitir distanciamento social nas salas de espera.

 

Art. 29º - Manter aplicação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para o risco da COVID-19 em todos os pacientes internados.

 

Art. 30º - Permitir a visitação no Memorial respeitando as orientações anteriores.

 

Art. 31º – Liberar acesso ao público nas áreas de lazer, como quiosque da lagoa, mantendo sinalização de medidas de prevenção e de evitar aglomerações.

 

Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

 

Muriaé/MG, 28 de setembro de 2021.

 

 

Sérgio Dias Henriques

Diretor Superintendente

 

 

Rodrigo Bastos Tostes

Diretor Técnico

 

 

Carla Simone Moreira de Freitas

Diretora Clínica

 

 

Bruno Licy Gomes de Mello

Gerente Médico / SCIH

 

 

REFERÊNCIA:

·         PROTOCOLO SANITÁRIO DE RETORNO ÀS ATIVIDADES ESCOLARES PRESENCIAIS 02/07/21

·         Protocolo Minas Consciente 2021.

·         GUIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA - EMERGÊNCIA DE SAÚDE PÚBLICA DE IMPORTÂNCIA NACIONAL PELA DOENÇA PELO CORONAVÍRUS 2019 – COVID-19

·         NOTA TÉCNICA GVIMS/GGTES/ANVISA Nº 07/2020 ORIENTAÇÕES PARA PREVENÇÃO E VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS INFECÇÕES POR SARS-CoV-2 (COVID-19) DENTRO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE. (COMPLEMENTAR À NOTA TÉCNICA GVIMS/GGTES/ANVISA Nº 04/2020) Gerência de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde Gerência Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Publicada em 08/05/2020 Revisão 1: 05/08/2020. Revisão 2: 17/09/2020. Revisão 3: 23/07/2021

·         Brasília, 23 de julho de 2021

·         REPENSANDO A SAÚDE COM A PRESENÇA DA COVID-19. Lições e Desafios - Projeto Lean nas Emergências - Projeto Reab pós-COVID-19 - Projeto Cuidados Paliativos

·         RESOLUÇÃO N.º 53 DO COMITÊ EXTRAORDINÁRIO COVID-19, DE 16 DE JULHO DE 2021



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